sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Novo Endereço do Blog!


Fala pessoAll!

Estou lançando oficialmente o novo blog...

Abacus Liquid

Em paralelo estarei criando artigos neste site...

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Abraço a todos que me acompanharam aqui!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Fechamento do Blog


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Caros colegas de blog e leitores,

Estou encerrando as atividades deste blog e iniciando uma nova etapa neste mês de agosto. Em breve retorno aqui com mais informações.

Grande abraço!


Fechamento de Mercado: Julho de 2016


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Este mês de Julho foi sen-sa-cio-nal (rapaz, tem anos que não faço divisão silábica, será que ficou certo?!) para os investimentos em renda variável, tanto ações quanto FIIs. O clima de otimismo continua pairando no ar. Lá fora, os E.U.A. não aumentaram a taxa de juros e aqui é cada vez mais certo que o presidente interino Michel Temer continuará no cargo de chefe de Estado.

O IBOV subiu 11,2% no mês fechando no maior patamar de 2016 nos 57.308 pontos. No ano, a Bolsa acumula ganho de 32,2%. Por outro lado, o dólar encerra o mês praticamente estável com leve alta de 0,92%. No ano, a moeda tem queda acumulada de 17,86%.

Segue o gráfico do IBOV dolarizado até o fechamento de hoje...

IBOV dolarizado

Dos ativos que tenho em carteira, as maiores altas foram de CTAX3 (+52%) e RAPT4 (+43%). Na ponta negativa as maiores quedas foram de EMBR3 (-15%) e IDNT3 (-52%).


Na próxima segunda postarei meu fechamento mensal.

Bom fds a todos!

300 Pregões Day-Trade!


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O colega Oshi perguntou ontem se eu ainda realizo operações da day-trade no mercado. Respondi que sim porém com menos intensidade do que antes. Tenho operado muito pouco no intra-day e despertando um grande interesse em levar as operações para um prazo de swing com foco no hedge da carteira de ações. Até estava vendido no índice dias atrás mas aproveitei a queda de ontem para zerar a operação pois o mercado tem demonstrado muita força compradora. De qualquer forma, ainda gosto de aproveitar algumas oportunidades que vejo no intra-day.

Ontem completei 300 pregões (relembre aqui quando tinha completado 200). Confesso que não evolui quase nada no operacional. Mas se serve de consolo, mantive o capital acumulado intacto neste período. Seguem os números deste ano...

planilha day trade

O gráfico abaixo apresenta a curva de acumulação, praticamente estacionada nos últimos meses.

gráfico day trade

O gráfico abaixo apresenta a curva de desempenho, também estacionada nos últimos meses.

gráfico day trade mini índice

E finalmente a curva de contratos operados, notadamente em linha decrescente.

gráfico mini índice

Bons trades a todos!

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Nos Porões do IBOVESPA...


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Walter White laughing helplessly in the basement

Em abril último estava vasculhando os porões do IBOVESPA em busca das chamadas "ações esquecidas da bolsa". Na ocasião até fiz um post a respeito (relembre aqui) detectando algumas ações em potencial para crescimento.

Fato é que comecei a aportar na FRAS3 já naquele momento e deixei a TUPY3 em observação. Passados três meses, os aportes na FRAS3 começam a dar resultado, ao passo que o aporte na TUPY3 realizado dias atrás também está performando bem.

Não sei até que ponto a mídia tem influência nos movimentos dos preços das ações, mas por coincidência, foi só aparecer um call de compra que os preços dispararam (valorização de 20% no dia de hoje). A reportagem está abaixo e foi veiculada na manhã de hoje.


Movimento semelhante ocorreu com a SNLS3 (relembre aqui) após exibição de reportagem similar. Esta série de reportagens deste canal cita também uma outra Small Cap que me posicionei ao longo dos últimos meses: VLID3, conforme vídeo abaixo.


Não sigo calls, faço meus aportes seguindo minhas próprias análises, mas confesso que fico bem animado em relação às minhas escolhas quando analistas experientes e credenciados (sou apenas um investidor amador) corroboram minhas teses. Ainda mais quando meus aportes ocorreram em momentos bem anteriores aos calls se tornarem públicos, rs.

Roubo e Venda de Celulares em Belo Horizonte


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Se você está andando pela rua e um "vendedor" anônimo lhe oferece um moderno celular a um preço camarada não pense duas vezes: não se trata de um negócio da China e sim de receptação de produto roubado. Você estará simplesmente fomentando uma prática cada vez mais comum nas grandes cidades: o roubo de celulares.


Nesta reportagem denúncia exibida ontem no jornal MGTV da Rede Globo, você verá como funciona a atuação de uma quadrilha de roubo e venda de celulares no centro de BH.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Senior Solution (SNSL3): Small Cap


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Dias atrás postei aqui uma nota sobre o gráfico diário da Senior Solution (SNSL3). O post foi em tom de brincadeira pois notei uma movimentação muito anormal no papel chamando aquilo de bizarrice. Mas hoje venho trazer uma informação mais séria à respeito da empresa: A small cap que não surpreenderia se subisse mais 40% este ano: "o timing para comprar é perfeito".

Antes de mais nada preciso deixar claro que a frase acima não é minha. Este blog não faz recomendações (nem temos credencial para isto). Porém, me deparei com esta "sugestão" no dia de ontem em uma das reportagens de veículo de mídia mercadológica conhecido. De qualquer forma, o analista trás informações interessantes para quem não conhece o negócio da empresa.


O papel já se valoriza 32% no mês (veja aqui) e fechou ontem cotado em R$ 13,80. Me posicionei nele nos 8 reais e estou de certa forma satisfeito com a evolução do investimento. Contrariando a frase do analista vou me atrever a dizer que o timing "perfeito" para comprar foi nos 8 reais. De qualquer forma, vou torcer para que ele esteja certo na sua explanação e que este investimento de 8 reais dobre de valor ainda este ano. Só compro mais de cair abaixo de 10 reais, caso contrário vou só surfar a onda com o capital que já está investido.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Direto da Bolsa: IBOV, IFIX e Dólar


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O IBOV completou hoje o sexto dia de consolidação no último topo formado. Estamos flertando agora com a LTB que se formou desde o último grande topo de mercado de novembro de 2010. Os mais esperançosos acreditam que esta barreira poderá ser vencida em breve abrindo caminho para os 68.000 pontos quiçá 72.000. Muitos estão considerando o fundo de janeiro último como o "fundo da década", será?! Se confirmado poderemos contar aos nossos filhos: "estávamos lá e não nos intimidamos, compramos aos sons dos trovões".

gráfico ibov

O IFIX também continua sua escalada de alta, desde o pânico "Jucá" verificado em janeiro último que fez o mercado de fundos imobiliários tremer, estamos presenciando uma alta tão vigorosa quanto a observada na época da coqueluche dos FIIs em 2011/2012. E a história parece estar se repetindo.

gráfico ifix

Na outra ponta, o Dólar tenta esboçar uma reação mas não deslancha. O mercado continua claramente vendedor. Tudo indica que estamos sendo inundados com uma onda papel verde vindo do exterior. As ainda atrativas taxas de juros do Brasil continuam sendo um prato cheio para o excesso de liquidez mundial.

gráfico dólar

Ainda não comprei o papel moeda para hedge da carteira de ações de longo prazo mas estou monitorando de perto. Tinha estabelecido um target de entrada na casa dos R$ 3,2 (relembre aqui) mas confesso que afinei. Abaixei a aposta para a casa dos 3 reais redondo. Mas sinceramente não sei de chega lá. De qualquer forma iniciei nesta semana aportes no setor de papel e celulose que é diretamente influenciado pela cotação da moeda (veja aqui). A primeira compra foi na FIBR3 e estou com OC na SUZB5 na casa dos 9,x reais. Dias atrás também executei aporte na TUPY3 que já acumula alta de 26% desde a execução da OC.

Em linha com os índices de mercado, as carteiras de investimento continuam performando muito bem neste mês. As maiores altas até o dia se hoje são CTAX (+57%), RAPT (+36%) e SNLS (+32%). Veja a lista completa a seguir...

Novos Onix e Prisma 2017


Acesse o novo post: http://abacusliquid.com/consumidor/novo-prisma-2017/

Agora é oficial, a Chevrolet apresentou nesta noite os novos Onix e Prisma 2017. A expectativa era grande como foi mostrado neste post. Porém, os novos modelos não se parecem nem um pouco com as projeções que circularam na mídia meses atrás (relembre aqui).

onix active 2017

novo onix

novo onix

novo prisma 2017

Esta é mais uma daquelas atualizações em que muda-se basicamente grade, faróis e lanternas. Com pequenas mexidas as montadoras "atualizam" os modelos para atrair mais consumidores. É uma estratégia que tem funcionado há anos na indústria automobilística.

Fonte

sábado, 23 de julho de 2016

Mercado de Ações Hoje: O Poder de Atração da Bolsa!


Veja meu novo site Aqui 
Estive fora do mercado no dia de ontem por motivo de viagem a trabalho mas analisando agora a posição atual dos ativos de renda variável (ações e FIIs) noto que tivemos mais um pregão de alta na bolsa. Desde que comecei acompanhar mais de perto meus investimentos em meados de 2012, não me lembro de ter tido um mês como este. É só alta, e alta e mais alta. Cada dia que passa fico mais rico. Opa!

Engraçado que a bolsa já subiu mais de 50% desde o último fundo formado em janeiro e o que mais tenho escutado por aí é: "tá na hora de comprar?" Interessante que em janeiro último a frase que se ouvia era outra: "desisto desta bolsa brasileira, o negócio agora é comprar dólar e depois mudar para o Canadá!"

O fato é que estamos vivendo um momento de euforia nos mercados e nem vou entrar em detalhe nos motivos. O que quero pontuar é que de tempos em tempos os mercados cometem certos exageros, tanto para cima quanto para baixo, mas nunca saberemos o quão exagerado será o movimento atual.

Alerta: cuidado com notícias sensacionalistas...

o poder de atração da bolsa
Revista Exame de 25/08/2010

Depois desta reportagem a bolsa subiu 5.000 pontos para depois cair 35.000. Ops!

gráfico do IBOV 2016
IBOV no gráfico semanal

Então está na hora de parar de comprar e começar a vender? Nem me atreverei a responder esta pergunta, mas tenho certeza que muitos por aí já estão com o dedinho coçando. Eu mesmo inventei de vender o índice para "proteger" a carteira e já estou me arrependendo. A única coisa que falo é que cada um deve seguir sua estratégia. Se a ideia inicial era investimento de longo prazo então esqueça as cotações. Se era trade então se contente com o lucro estipulado e coloque no bolso.

Ainda continuo comprando ações e FIIs, com certeza está mais difícil comprar a preços camaradas como em janeiro, mas gosto de dizer que todo dia tem promoção no mercado, basta garimpar um pouco. Mas se você é daqueles que investe em um grupo fixo de ativos para um tempo indeterminado então esta estratégia de stock picking pouco importa. Eu, por outro lado, prefiro adotar uma estratégia mais ativa.

As compras que realizei neste mês foram:

FRAS3 (+13%)
BEEF3 (+7%)
TUPY3 (+20%)
SLCE3 (+10%)

Entre parenteses estão as altas destes ativos até o fechamento de ontem. Não me animo muito, em temos de mercado altista "qualquer coisa que você compra sobre". Já ouvi esta frase dezenas de vezes da boca de investidores que estavam na bolsa entre 2002 e 2008. Vou vender agora? Não. Vou comprar mais? Também não. Comprei no ponto que queria e só compraria mais caso a cotação caísse pelo menos 15% desde a primeira entrada.

Confesso que estou tendo dificuldades em lidar com este mercado altista, meu cérebro se acostumou com meses e meses de queda a fio, rs. Precisando "pensar fora da caixa", mudar o "mindset", focar no "macro" em detrimento do "micro", respeitar o "estado de direito"... não, não é golpe! Agora olhe para o centro desta figura por 10 minutos em em seguida coma uma gelatina sabor abacaxi.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Rentabilidade dos Investidores em 2016 (Parcial)


Publicando hoje a parcial do primeiro semestre.

Na tabela abaixo temos os investidores ordenados pela rentabilidade acumulada em 2016...


No gráfico abaixo temos os investidores ordenados pela rentabilidade acumulada em 2015 + 2016...


Bom fds!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Novo Onix 2017: Segredo Revelado


Acesse o novo post: http://abacusliquid.com/consumidor/novo-prisma-2017/

A Chevrolet divulgou ontem um "teaser" com a imagem do farol do novo Onix 2017. Este será o primeiro facelift do automóvel atualmente líder de vendas no Brasil. A fotografia revela que a nova frente ficará bem parecida com a identidade do novo Cruze lançado em junho. Segundo a montadora, o modelo chega para estabelecer um novo padrão para a categoria, começando pelo design, que passará a adotar a atual linguagem global da marca.

novo onix 2017
Novo Chevrolet Onix (Foto: Divulgação)

Fontes ligadas à Chevrolet afirmam que além das mudanças visuais, o Onix 2017 receberá uma extensa atualização de motores com o intuito de deixá-los mais potentes e eficientes. Outra mudança aguardada, mas ainda não confirmada, é a adoção de uma transmissão manual de seis velocidades, substituindo a atual de cinco marchas. O Prisma, sedã que deriva do Onix, também deve passar pelo mesmo tipo de atualizações neste ano. Os dois carros camuflados foram flagrados rodando em testes em São Paulo, no início de maio.

novo onix - novo prisma - flagra
Onix e Prisma reestilizados circulavam disfarçados na Av. Anhaia Melo, em São Paulo (Foto: Elaine Lumi Hashimoto Fernandes/VC no G1)

Versão Aventura

A outra novidade do Onix será a versão aventureira. Equipada com rack, para-choques escuros, rodas exclusivas e pneus de uso misto, ela traz a estética que estreou na minivan Spin Active. Assim como a Spin, o Onix aventureiro poderá se chamar Onix Active, mas existe a possibilidade de a fábrica adotar outra identificação que seria Onix Rocks. O site Notícias Automotivas revelou ontem fotos desta nova verão...

novo onix 2017

novo onix 2017 active

Fonte 1
Fonte 2
Fonte 3

Análise Gráfica CEMIG


Atendendo aos pedidos dos colegas I.L. e S.G.

Semanal

Resistência de fundo prévio mais próxima: 9,9.

análise gráfica CMIG4

Diário

Resistência de canal de alta de curto prazo: 10,1.


Conduta sugerida para os comprados de swing-trade: vender metade da posição próximo às resistências e segurar a outra metade com stop de proteção no ponto de entrada e alvo da gain por volta dos 11,5.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Fechamento de Mercado: Deu a Louca na Bolsa!


Hoje pela manhã postei aqui que o IBOV se aproxima da "hora da verdade". Foi apenas uma brincadeira, todos sabemos que não existe verdade absoluta no mercado e sim pegadinhas do malandro o tempo todo (yeh yeh).


Brincadeiras à parte, tivemos mais um dia de alta na bolsa. O índice já acumula 10 pregões seguidos de alta e o investidor calejado não crê no que vê. Afinal, o que mudou?


E não é só o IBOV que sobe vigorosamente, uma outra classe de ativos de renda variável sobe incansavelmente desde janeiro último: os FIIs. Em plena época de mercado imobiliário saturado e vacâncias nas alturas é isto que estamos vendo...


Tá, uns irão dizer que o risco país diminuiu depois que a presidenta caiu e a nova equipe econômica assumiu. E que este fato está contribuindo para a queda das taxas de juros que por consequência leva os investidores para a renda variável. Pode ser.

A alta do IBOV no mês já é de 10,04% e do IFIX de 3,8%. Um ativo da carteira teve alta no dia de 27% disparando ordem de venda (CTAX3) e assumiu o posto de maior alta mensal. Também foi realizada uma venda parcial da RAPT4 que acumula alta de 42% neste mês. Sigo vendido em 1 contratinho de índice para proteção parcial da carteira de longo prazo. Gostaria de vender 10 mas vejo que seria precipitado, talvez lá pelos 60.000 quem sabe.

IBOV - A Hora da Verdade


O IBOV aproxima-se agora de importante região no gráfico semanal. Além de termos a confluência de uma LTB de médio prazo e uma LTA de curto prazo, temos na região de 58.000 pontos o topo formato em meados do ano passado. Um pouco mais acima, na região dos 62.000 pontos, temos o topo formado na época das eleições presidenciais quando a possibilidade de derrota do PT tornou-se factível.


Um clima de euforia paira no ar. E não é só aqui no Brail, lá nos E.U.A. a bolsa já rompe sua máxima histórica. Nem mesmo o clima de pessimismo pós Brexit vindo lá da Zooropa foi suficiente para interromper os movimentos de alta na terra do Tio Sã e na terra do Carnaval. Muitos ativos da bolsa neste momento estão na sua máxima do ano, daqueles que tenho em carteira, a maior valorização neste mês é da Randon, seguida por Contax, CEMIG e Pão de Açúcar.


Analistas começam a se animar no mercado e até call de compra de Petrobas tenho visto por aí. Agora me pergunto: quando o papel estava em 4 reais ninguém recomendava compra, agora que triplicou de preço é que está na hora de comprar?! Só Freud explica.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O Mercado de Seguros no Brasil


Defendo a ideia de que toda carteira de ações de longo prazo precisa ter uma empresa do setor de seguros. Eu mesmo tenho realizado aportes em três seguradoras (BB Seguridade, Porto Seguro e Sulamérica). Vejo neste setor um grande potencial de crescimento para os próximos anos, desta forma, compilei neste artigo informações de várias fontes sobre o mercado de seguros no Brasil, dos primórdios aos tempos atuais.

seguro familia

Início da Atividade Seguradora no Brasil

A atividade seguradora no Brasil teve início com a abertura dos portos ao comércio internacional, em 1808. A primeira sociedade de seguros a funcionar no país foi a "Companhia de Seguros BOA-FÉ", em 24 de fevereiro daquele ano, que tinha por objetivo operar no ramo de seguro marítimo.

Naquele período, a atividade seguradora era regulada pelas leis portuguesas. Somente em 1850, com a promulgação do "Código Comercial Brasileiro" (Lei n° 556, de 25 de junho de 1850) é que o seguro marítimo foi pela primeira vez estudado e regulamentado em todos os seus aspectos.

O advento do "Código Comercial Brasileiro" foi de fundamental importância para o desenvolvimento do seguro no Brasil, incentivando o aparecimento de inúmeras seguradoras, que passaram a operar não só com o seguro marítimo, expressamente previsto na legislação, mas, também, com o seguro terrestre.

Até mesmo a exploração do seguro de vida, proibido ipsis litteris pelo Código Comercial, foi autorizada em 1855, sob o fundamento de que esta norma só proibia o seguro de vida quando feito juntamente com o seguro marítimo. Com a expansão do setor, as empresas de seguros estrangeiras começaram a se interessar pelo mercado brasileiro, surgindo, por volta de 1862, as primeiras sucursais de seguradoras sediadas no exterior.

Estas sucursais transferiam para suas matrizes os recursos financeiros obtidos pelos prêmios cobrados, provocando uma significativa evasão de divisas. Assim, visando proteger os interesses econômicos do País, foi promulgada, em 5 de setembro de 1895, a Lei n° 294, dispondo exclusivamente sobre as companhias estrangeiras de seguros de vida. A norma determinava que suas reservas técnicas fossem constituídas e tivessem seus recursos aplicados no Brasil, para fazer frente aos riscos aqui assumidos.

O século XIX também foi marcado pelo surgimento da "previdência privada" brasileira, pode-se dizer que inaugurada em 10 de janeiro de 1835, com a criação do MONGERAL - Montepio Geral de Economia dos Servidores do Estado - proposto pelo então Ministro da Justiça, Barão de Sepetiba, que. Pela primeira vez um produto oferecia planos com características de facultatividade e mutualismo. A Previdência Social só viria a ser instituída através da Lei n° 4.682 (Lei Elói Chaves), de 24/01/1923.

hostoria mercado seguros

O Contrato de Seguro no Código Civil Brasileiro

Foi em 1º de janeiro de 1916 que se deu o maior avanço de ordem jurídica no campo do contrato de seguro, ao ser sancionada a Lei n° 3.071, que promulgou o "Código Civil Brasileiro", com um capítulo específico dedicado ao "contrato de seguro". Os preceitos formulados pelo Código Civil e pelo Código Comercial passaram a compor, em conjunto, o que se chama Direito Privado do Seguro.

Esses preceitos fixaram os princípios essenciais do contrato e disciplinaram os direitos e obrigações das partes, de modo a evitar e dirimir conflitos entre os interessados. Foram esses princípios fundamentais que garantiram o desenvolvimento da instituição do seguro.

A Primeira Empresa de Capitalização

A primeira empresa de capitalização do Brasil foi fundada em 1929, chamada de "Sul América Capitalização S.A". Entretanto, somente 3 anos mais tarde, em 10 de março de 1932, é que foi oficializada a autorização para funcionamento das sociedades de capitalização através do Decreto n° 21.143, posteriormente regulamentado pelo Decreto n° 22.456, de 10 de fevereiro de 1933, também sob o controle da Inspetoria de Seguros.

O parágrafo único do artigo 1 o do referido Decreto definia: "As únicas sociedades que poderão usar o nome de "capitalização" serão as que, autorizadas pelo Governo, tiverem por objetivo oferecer ao público, de acordo com planos aprovados pela Inspetoria de Seguros, a constituição de um capital mínimo perfeitamente determinado em cada plano e pago em moeda corrente, em um prazo máximo indicado no dito plano, à pessoa que subscrever ou possuir um título, segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no mesmo título".

Criação do IRB e da SUSEP

Com a promulgação da Constituição de 1937 (Estado Novo), foi estabelecido o "Princípio de Nacionalização do Seguro". Em consequência, por meio do Decreto n° 5.901, de 1940, foram criados os seguros obrigatórios para comerciantes, industriais e concessionários de serviços públicos, pessoas físicas ou jurídicas, contra os riscos de incêndios e transportes (ferroviário, rodoviário, aéreo, marítimo, fluvial ou lacustre), e em 1939, o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), através do Decreto-Lei n° 1.186. As sociedades seguradoras ficaram obrigadas a ressegurar no IRB as responsabilidades que excedessem sua capacidade de retenção própria.

O IRB adotou, desde o início de suas operações, duas providências eficazes, visando a criar condições de competitividade para o surgimento e o desenvolvimento de seguradoras de capital brasileiro: o estabelecimento de baixos limites de retenção e a criação do chamado excedente único. Com a adoção de baixos limites de retenção e do mecanismo do excedente único, empresas pouco capitalizadas e menos instrumentadas tecnicamente – como era o caso das empresas de capital nacional – passaram a ter condições de concorrer com as seguradoras estrangeiras, uma vez que tinham assegurada a cobertura automática de resseguro.

Com o passar do tempo, entretanto, o modelo monopolista e centralizador começou a dar mostras de esgotamento, e de já não atender plenamente às novas exigências do mercado. Idealizado para ser fundamentalmente uma instituição ocupada com o resseguro, o IRB vinha ultrapassando os limites de suas funções originárias e assumindo um caráter de órgão fiscalizador.

Em 1966, com a edição do Decreto-Lei nº 73, o governo instituiu o Sistema Nacional de Seguros Privados, criando o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), órgão controlador e fiscalizador da constituição e funcionamento das sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência privada. Dotada de poderes para apurar a responsabilidade e apenar corretores de seguros que atuam culposa ou dolosamente em prejuízo das seguradoras ou do mercado, a SUSEP assume, pela primeira vez no Brasil, a tutela direta dos interesses dos consumidores de seguros.

O IRB, que até então praticamente exercera funções hegemônicas na definição dos modos de operação de seguros no Brasil, passa a dividir com a SUSEP atribuições que, embora distintas nos termos da legislação, por quase duas décadas acabaram se superpondo em importantes aspectos. No final da década de 60, três sinistros quase quebraram o mercado – os incêndios que destruíram a TV Paulista, a fábrica de biscoitos Marilu e a fábrica da Volkswagen em São Bernardo –, o que chamou a atenção das autoridades para a necessidade de fortalecer as seguradoras. Tem início, então, um processo de fusões e aquisições, incentivado pelo governo, que reduziu o número de seguradoras de 176, em 1970, para 97, em 1974.

Fonte 1
Fonte 2

Raio X da Indústria de Seguros

O mercado de seguros no Brasil é fortemente concentrado em três sub-ramos: seguro saúde, seguros de pessoas (vida, acidentes e previdência) e automóveis. Juntos estes seguros detiveram 84,4% da receita no ano de 2013. No entanto, o mercado tem crescido significativamente em ramos não tradicionais como patrimonial, transporte, riscos financeiros, habitacional, rural e outros.


indústria de seguros

Ramo Vida

O ramo vida, que engloba seguros de pessoas e contribuições de previdência, é um dos mais importantes do mercado, com 34,9% da receita total de prêmios. Mas existem importantes diferenças dentro desse grupo. O produto mais importante é o que agrega seguro de vida e plano de previdência, chamado Vida Gerador de Benefícios Livres (VGBL).

seguros ramo vida

Ramo Não Vida

No ramo não vida, o seguro mais importante em termos de receitas é o de saúde, seguido do seguro automóvel e do seguro patrimonial. O seguro de automóveis já foi o mais importante do país, mas nos últimos anos perdeu participação para outros ramos. Isso está relacionado ao crescimento da demanda por produtos de previdência e ao aumento da competição entre as seguradoras de automóveis, o que barateou os prêmios e diminuiu a receita.

O seguro saúde é um produto bastante importante no ramo não vida, com 66,0% do total de seguros desse ramo. Obteve um crescimento de 83% entre 2008 e 2013. O seguro patrimonial protege o segurado contra riscos de incêndio e roubo de seu imóvel, bem como dos conteúdos. A apólice compreensiva residencial ou empresarial adiciona outras coberturas. É um seguro pouco vendido no Brasil quando comparado com o que ocorre nos Estados Unidos e na Europa. A razão é que para muitos brasileiros, o risco maior no que se refere a bens é o roubo e acidentes de automóvel.

seguros ramo não vida

Ramos não tradicionais

Alguns ramos não tradicionais tiveram rápido crescimento nos últimos anos. É o caso do seguro de garantia estendida para eletrodomésticos, que, inexistente em 2004, arrecadou prêmios de mais de R$ 2,9 bilhões em 2013 e dos seguros de riscos financeiros, rural e habitacional, cujas receitas de prêmios aumentaram, entre 2008 e 2013, respectivamente, 74%, 199% e 208%.

A razão disso prende-se à retomada do crescimento econômico com expansão do crédito, aos excelentes resultados da agricultura e à criatividade do mercado segurador em oferecer novos produtos mais adequados às necessidades e perfis de risco dos consumidores.

O seguro de riscos financeiros protege os contratantes (empresários, locatários etc) contra perdas derivadas de desrespeito a cláusulas contratuais, uma preocupação que aumenta à medida que a economia se reativa.

O seguro rural é um importante instrumento de política agrícola, por permitir ao produtor proteger-se contra perdas decorrentes, principalmente, de fenômenos climáticos adversos. Tal seguro teve grande avanço com a criação do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural no qual de 40% a 70% do prêmio do seguro são garantidos pelo governo federal.

O seguro habitacional é uma garantia fundamental para o crédito imobiliário, com benefícios para todas as partes envolvidas. Garante que a família permaneça com o imóvel na falta do mutuário por morte ou invalidez permanente. E para a instituição financeira que concedeu o financiamento, a quitação da dívida. Também garante a indenização ou a reconstrução do imóvel, caso ocorram danos físicos causados por riscos cobertos.

seguros não tradicionais

Resseguro

O resseguro é o seguro do seguro e tem papel fundamental para o desenvolvimento do mercado. Numa seguradora, o risco excedente ao limite técnico deve ser transferido a outra empresa via operações de cosseguro e/ou resseguro e retrocessão, no caso dos resseguradores. Até 1939, o resseguro no Brasil era feito quase totalmente no exterior, de forma direta ou via empresas estrangeiras que operavam no país.

A criação do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil Re), como autarquia estatal monopolista nas operações de resseguro e retrocessão, teve como objetivos fortalecer as seguradoras nacionais através da maximização de sua capacidade de retenção e manter no Brasil prêmios de resseguro antes repassados a outros países. Tal situação começou a mudar com Emenda Constitucional nº 13, de 1996, que aprovou a quebra do monopólio exercido pelo IRB, e foi sacramentada pela Lei Complementar n° 126, de 2007, que abriu o mercado de resseguro.

Os prêmios de resseguro das resseguradoras locais tiveram alta de 29,5% entre 2008 e 2013. A sinistralidade subiu no mesmo período de comparação, indo de 75,8% para 88,2%. O índice combinado caiu de 107,9% em 2008 para 103,2% em 2013. O resultado financeiro teve queda de 13,7% e o resultado patrimonial foi de R$ 56,7 milhões (+691,05%). Desse modo, o setor passou de um lucro liquido de R$ 416 milhões em 2008 para um lucro de R$ 271 milhões em de 2013, ou seja, queda de 35,0%.

A rentabilidade do patrimônio líquido cresceu 5,8% em 2013. Os prêmios de resseguros do mercado brasileiro (auferidos pelas locais, admitidas e eventuais) cresceram 117,2% entre 2008 e 2013. Com isso, a retenção geral de prêmios no mercado de seguros diminuiu de 91,1% para 90,4%.

resseguro

Fonte

Estabilidade e Crescimento

Entre meados da década de 70 e fins da década de 80, o mercado de seguros, previdência privada e capitalização se encontrava estagnado. Inflação elevada, regulação inibidora da competição e cultura nacional desacostumada com os seguros constituíam os principais entraves.

De 1990 para cá, o mercado mudou bastante. Os governos concederam às seguradoras maior liberdade de fixação de preços e demais condições das apólices, diversas companhias internacionais passaram a operar no Brasil, a oferta de produtos se diversificou e a maior concorrência trouxe benefícios para os consumidores na forma de queda de prêmios.

Com as reformas dos primeiros anos da década de 90, teve início um período de crescimento que foi ainda mais acentuado depois do sucesso da estabilização monetária de 1994 que acabou com a hiperinflação.

Os principais indicadores do mercado segurador mais que dobraram: a receita anual com prêmios de seguros e contribuições a planos de previdência passou de US$ 32 por habitante, em 1990, para US$ 443 em 2013 e o quociente dessa receita contra o PIB subiu de 1,2% para 4,0% no mesmo período (excluído saúde suplementar).

evolução anual indústria seguros

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Porém, no Brasil a indústria de seguros ainda possui baixo nível de penetração como pode ser visto nos gráficos comparativos a seguir. Em outras palavras, há ainda muito mercado a se explorar.

penetração mercado seguros

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Estatísticas Atualizadas

Este breve resumo estatístico exibe informações relevantes sobre o Mercado Segurador e seus diversos segmentos, a partir de dados públicos da SUSEP e ANS, além de fontes auxiliares como BCB e IBGE. Estas informações serão atualizadas periodicamente, sempre que houver a divulgação de novos dados pela Susep ou ANS. Estatísticas mais detalhadas de cada segmento são encontradas em área equivalente do sítio eletrônico da FenSeg, FenaPrevi, FenaSaúde  e FenaCap, conforme o caso.

mercado de seguros - arrecadação por segmento

mercado de seguros - arrecadação pib

mercado de seguros - arrecadação per capta

mercado de seguros - evolução

Fonte

Principais Seguradoras

A tabela a seguir apresenta as maiores seguradoras em atividade no país sob o ponto de vista do Patrimônio Líquido Ajustado.

Fonte: SUSEP

A figura a seguir apresenta o RSPL (resultado por patrimônio líquido) das principais seguradoras do mercado.

RSPL seguradoras

A figura a seguir apresenta a participação das principais seguradoras do mercado no primeiro trimestre de 2016.

participação mercado seguradoras

Perspectivas para 2016

O mercado de seguros projeta um 2016 mais desafiador do lado operacional, com aumento da sinistralidade como reflexo da crise no país, mas ainda assim espera sustentar expansão de prêmios de dois dígitos no ano. Haverá, de qualquer forma, uma desaceleração desses prêmios e o resultado financeiro crescerá de modo mais contido, obrigando as companhias do setor a serem mais competitivas em preço, mesmo que essa postura signifique sacrificar um pouco as margens do segmento.

Apesar disso, nem tudo está perdido para o crescimento, embora ele seja muito mais modesto, há sim oportunidades que podem ser aproveitadas, principalmente porque a crise leva a coberturas de menor valor. É possível que negociações grandiosas fiquem em segundo plano, mas transações menores têm ótimas perspectivas.

"Teremos um crescimento um pouco mais modesto, mas o Brasil ainda tem espaço para crescer em seguros", avalia o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Roberto Westenberger, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado. Um dos responsáveis pela desaceleração mais rápida do setor, conforme demonstram as projeções da CNseg – Confederação Nacional das Seguradoras, é o ramo de saúde complementar.

Márcio Coriolano, presidente da Bradesco Saúde e da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), explica que a crise econômica e também a Lava Jato, que resultou em várias demissões nas empresas envolvidas, afetam diretamente o setor, que ainda assim mostra "resiliência" pelo fato de o plano de saúde ser um dos últimos itens a entrar na lista de ajuste das famílias.

O segmento também será afetado, conforme Coriolano, em termos de sinistralidade, uma vez que as pessoas que engordam a lista do desemprego tendem a utilizar mais o plano. Gabriel Portella, presidente da SulAmérica, observa, porém, que o mercado está mais bem preparado sob o ponto de vista de gestão de sinistros.

"Em 2009, não estávamos preparados e o mercado também não. Agora, as empresas estão mais conscientes, o desenho dos planos mudou, os funcionários participam mais com co-participação", admite o executivo. Já na área de seguro de automóvel, o mercado prevê leve aceleração. A CNseg espera expansão de 3,9% em 2016.

Como estímulo para o segmento, a despeito da queda nas vendas de automóveis, o presidente do conselho de administração da Porto Seguro e também interino da CNseg, Jayme Garfinkel, cita o seguro popular, que permite a utilização de peças usadas no conserto de carros segurados, atualmente em consulta pública.

"51,9 milhões de veículos com mais de cinco anos de uso não têm seguro. É um mercado que pode passar a ser explorado a partir do seguro popular, que deve ser realidade no ano que vem", avalia ele. Garfinkel admite, entretanto, que a sinistralidade tende a piorar no segmento, assim como as fraudes, por conta do ambiente atual, mas não projeta um "aumento dramático".

mercado seguro projeção 2016

Para a CNseg, o ano de 2016 deve apresentar um crescimento de 10,5% em um cenário otimista. Em 2015, a expectativa foi maior, fechando em 11% de prêmios emitidos, contra 12% estimados para 2014. Roberto Westenberguer, superintendente da Susep alerta que é preciso ter cautela, “mas o Brasil ainda tem espaço para crescer em seguros”.

Na área de Seguro de Automóvel, por exemplo, o mercado está em aceleração de 3,9%. Houve um estímulo para esse segmento por conta da queda nas vendas dos veículos e pela aprovação do Seguro Popular, onde é permitido a utilização de peças usadas no conserto de carros segurados. Mas, a Fundação Proteste, órgão de defesa do consumidor, alerta ao consumidor que assegure a garantia e o bom estado da peça de segunda mão e a forma como será instalada no veículo.

O aumento da sinistralidade também vem como reflexo da crise. Estatísticas da CNseg revelam que um dos responsáveis pela desaceleração do setor é o ramo de saúde. A crise econômica afetou diretamente o setor, que ainda assim mostra capacidade de se recuperar, pois o plano de saúde acaba sendo uns dos últimos itens a entrar na lista de ajuste das famílias brasileiras, uma vez que o grande número de pessoas desempregadas tende a utilizar mais o plano.

A maneira da distribuição de seguros, principalmente através de plataformas digitais, também preocupa o mercado segurador, pois além de estreitarem o relacionamento com os clientes, vêm ampliando os canais de venda para conquistar novos públicos. No entanto, apesar de se tornar uma tendência cada vez mais real e próxima, o segmento ainda precisa de uma base sólida, pois a figura do Corretor de Seguros ainda é de extrema importância.

Segundo a Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros, a Fenacor, o setor aguarda definições da economia da política nacional para marcar a retomada de suas expectativas positivas. Nos últimos seis meses, o cenário foi de pequenas oscilações e queda.

Fonte 1
Fonte 2

Perspectivas de Médio e Longo Prazo

Por segmentos específicos, hoje, em média, apenas 25% da frota brasileira de automóveis é segurada. Os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que estão mais amadurecidos, mas há ampla oportunidade de crescimento. A estimativa é de que esse mercado cresça acima de 9% ao ano.

No seguro de vida falta consciência da população para a importância dessa segurança, ou mesmo para contratar capitais de proteção que estejam em sinergia com suas verdadeiras necessidades. No que se refere às classes C e D, as seguradoras devem buscar criar produtos que tenham como ponto principal a forma de cobrança mais barata, evitando boletos bancários. Os seguros de vida e acidentes pessoais também podem crescer acima de 9% ao ano.

Já em previdência, o aumento do nível de conscientização, com educação eficiente, é que vai levar ao aumento do consumo. Nosso país tem carência de consumo de bens e serviços e a previdência ainda não é vista como uma prioridade nos orçamentos das pessoas. Estima-se que este setor pode crescer em média 10% ao ano.

Ainda falta consciência da população sobre a proteção da residência e há muito espaço para desenvolvimento, uma vez que o ticket médio é bem menor do que as pessoas imaginam. A dotação de serviços agregados, como assistência 24 horas e soluções de conveniência, pode ampliar a receptividade por esse ramo de seguro. A previsão é que os seguros patrimoniais em geral cresçam em média 7% ao ano.

No Brasil, o seguro de transporte é obrigatório, porém, calcula-se que mais de 50% das transportadoras ou 50% das cargas transportadas no Brasil não tenham seguro, e isso ocorre basicamente por falta de fiscalização eficiente. O desenvolvimento econômico do País deve impulsionar uma ampla conscientização nesse segmento, além de maiores investimentos em infraestrutura. O crescimento anual deste setor deve ficar entre 5% e 7%.

O seguro rural pode crescer acima de 12% a 20% ao ano, visto que o Brasil tende a se fortalecer como um grande  competidor mundial na produção de alimentos e bioenergia. Porém, depende dos governos aumentarem os subsídios para a consolidação desse seguro.

pirâmide Maslow

A Cultura do Seguro

O bônus demográfico é fato, e pode proporcionar um período de grande prosperidade – consta que a reconstrução da Europa e do Japão no pós-Segunda Guerra Mundial foi auxiliada pela larga faixa de população economicamente ativa para amparar o crescimento. Entretanto, é preciso que as condições socioeconômicas e o trabalho das empresas sejam direcionados para potencializar esse momento.

Do lado dos seguros, também é importante que as regras e resoluções permitam o desenvolvimento de produtos que atinjam públicos cada vez maiores, de diversos nichos e segmentos da população. Também precisa-se disseminar a cultura do seguro, tanto nos principais centros urbanos como em regiões menos centrais.

Os seguros são importantes instrumentos de tranquilidade e proteção dos sonhos e das conquistas da população, e devem ser disseminados da forma adequada para que os ganhos com o desenvolvimento econômico sejam protegidos agora, e no futuro.

evolução etária Brasil

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